quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sentes dor???

Uma mutação genética no organismo humano pode privar as pessoas da sensação de dor, revela um estudo da Universidade de Cambridge, Inglaterra, publicado na revista "Nature".

A existência de pessoas sem sensibilidade para a dor já era conhecida, mas a investigação permitiu agora a descoberta das razoes que explicam esta anomalia no corpo humano. "Como as vias de percepção da dor são tão numerosas e complexas, foi surpreendente descobrir que a interrupção de um único gene, o SCN9A, pudesse levar à perda completa do sinal de dor", afirmam os autores do estudo.

A descoberta pode ajudar a desenvolver novos tratamentos analgésicos sem efeitos secundários, uma vez que as pessoas estudadas com esta mutação genética gozam de boa saúde.

Os cientistas estudaram seis crianças de três famílias do norte do Paquistão, aparentadas entre si, que apresentavam uma mutação genética que as tornavam insensíveis à dor.

Retirado do Jornal de Notiicias

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Biologia confronta a evolução

A evolução pretende ser biologia, contudo nos trata como tolos porque não fornece documentação de sucessos experimentais. Vejamos se há uma centelha de evidência científica que sustente a evolução.

Muitos livros-texto de biologia mostram um aparato de vidro onde os precursores dos aminoácidos foram aquecidos e submetidos a faíscas elétricas por uma semana e, sem dúvida, apareceram pequenas quantidades de uns poucos aminoácidos. A implicação é que se processos impensáveis semelhantes continuassem a acontecer, então evoluiria a partir disto uma célula viva. Tal lógica é como dizer que automóveis evoluíram há muito tempo por meio de seiva látex, areia, minério de ferro, e carvão caindo em um vulcão. O minério de ferro e o carbono do carvão geram o aço, a areia fundida gera o vidro, e a seiva vulcanizada a borracha. Então depois de bilhões e bilhões de tentativas e erros, o texto deve dizer, evoluem espontaneamente melhores e melhores pistões, cilindros, motores inteiros com plugs elétricos e transmissões, eixos nas quatro rodas com pneus de borracha sob corpos de aço com janelas de vidro, limpadores de pára-brisa, faróis, e tanques cheios de gasolina. O texto deve dizer que a primeira célula e toda a vida evoluíram de um modo semelhante.

Os cientistas notam que tal história exagerada é uma fantasia de um tipo peculiar. Se alguém disser que comprou um carro novinho em folha na noite anterior e de manhã o encontrou enferrujado e decomposto em uma pilha de pó, então nós notaríamos que sua história descreveu corretamente a direção das leis da física, mas ferrugem e decomposição não ocorrem tão rapidamente. Do contrário, se ele disser que uma pilha de areia e minério de ferro evoluiu para um carro novinho em folha, então nós reconhecemos isso como uma fantasia invertida porque é o exato oposto do que acontece na realidade. Então, os aminoácidos e carros vulcânicos exemplificados não são meras fantasias, mas sim fantasias invertidas.


Não são histórias exageradas do tipo vaca-que-pula-até-a-lua, porque vacas podem pular uma cerca baixa. Elas são histórias exageradas do tipo a-grama-comeu-a-vaca, as invertidas, tipo de fantasia de cabeça-para-baixo.

Um modo pelo qual os cientistas rejeitam histórias exageradas é através da observação. Eles são persuadidos observando carros vindo das linhas de montagem em Detroit e notam que ninguém nunca viu um carro evoluindo espontaneamente, nem intencionalmente, saindo de um vulcão. Por essa razão os cientistas concluem inequivocamente que todos os carros foram criados por um projetista inteligente. Mas e a vida? A biologia é suficiente para explicar a vida ou deve ser suplementada pelos invertidos conceitos evolucionistas para descrever completamente o mundo biológico? Permita-nos procurar essa resposta examinando o ciclo de vida de um típico ser vivo.

1. SOBREVIVÊNCIA POR MEIO DAS RESERVAS GENÉTICAS
A borboleta monarca é um bom exemplo de biologia porque todas as observações podem ser comprovadas. Esse incólume ciclo de vida é seqüenciado a partir de um lote de ácido desoxirribonucléico (DNA) e pode ser observado em 60 dias. O ovo da borboleta monarca tem formato ovóide e cerca de um milímetro de comprimento. Em três dias se choca, e aparece uma lagarta que tece um casulo em torno de si mesma, do qual eclode uma borboleta em seguida. Ela tem a habilidade de voar, migrar, comer, acasalar, e procriar. Logo após a conclusão de suas funções reprodutivas tanto macho como fêmea desidratam e morrem.


2. RESERVA GENÉTICA SEQÜENCIAL ÚNICA
O ciclo de vida da borboleta monarca ensina que dentro do ovo aparentemente inerte estão todas as instruções genéticas para formar uma lagarta de dezesseis patas e uma borboleta de seis patas. Não houve manifestação física da lagarta quando ela era um ovo, como também não houve manifestação física da borboleta quando ela era uma lagarta. Houve uma morfologia manifestada, embora estivessem não-manifestadas nas reservas genéticas do organismo estruturas transicionais meticulosamente planejadas e morfologias diferentes. Observar tais transformações notáveis em 60 dias ensina uma importante lição sobre reservas genéticas. Essas transformações incrivelmente complexas, que nenhum engenheiro humano pode copiar, podem ser chamadas de reserva genética seqüencial. Elas ocorrem somente em ordens rigorosas para alcançar a maioridade e não ocorrem novamente. Todo organismo complexo as possui. Alguns não se transformam de dezesseis patas para seis patas, outros não se transformam de andarilhos a voadores, mas as transformações para a maturidade não são menos notáveis. Todo ser vivo pluricelular deve crescer e se desenvolver a partir de um ovo ou semente para uma configuração adulta e isso exige contínuas alterações estruturais e funcionais que são planejadas, organizadas, coordenadas, controladas e comandadas em nível molecular, além da compreensão humana. Nós não sabemos como o DNA faz isso, mas sabemos que tal mega-engenharia não poderia não ter sido feita irracionalmente como pretende a evolução. Há outros tipos de reservas genéticas.


3. RESERVA GENÉTICA CÍCLICA PRECISA E PONTUAL
No verão, a raposa do ártico possui pêlo cinza, e mimetiza com a tundra. Nesse momento já está contido em sua reserva genética o pêlo branco que ela vestirá no inverno. O pêlo branco da raposa no inverno se confunde com a neve, mas sua reserva genética ainda contém o pêlo cinza para o próximo verão. Semelhantemente, a ptármiga-da-rocha recebe de sua reserva genética a plumagem marrom-avermelhada sarapintada exibida no verão, depois, no outono, um cinza-amarronzado, e em seguida, branca no inverno. Árvores se cobrem de folhas e flores na primavera, de frutos no verão, que em seguida caem no outono. Pássaros aninham e erguem-se robustos na primavera e no verão, para migrar no outono. Essas periodicidades vêem da reserva genética cíclica do DNA dos organismos e ocorrem repetidamente em seu ciclo de vida com pontualidade e precisão. A raposa tem pêlo branco para a primeira nevasca, não última, e cinza para o primeiro descongelamento, não para uma semana ou um mês depois. E nunca cresce pêlo vermelho, verde, laranja ou azul por tentativa e erro como propõem forçosamente os processos aleatórios. Se essa reserva genética cíclica não funcionasse com precisão ou pontualidade, ela não sobreviveria sequer uma estação.


4. RESERVA GENÉTICA DE ESTÍMULO PRECISO E PONTUAL
Exercícios no calor estimulam a reserva genética a sintetizar proteínas resistentes ao calor, que permitem a atividade em um ambiente quente. Padrões de atividade estimulam novas proteínas para os filamentos contráteis de actina e miosina do músculo. A hipertrofia dos músculos esqueléticos e a bradicardia são estimulados pelo treinamento, e a atrofia dos músculos esqueléticos e a taquicardia pelo sono. Uma concentração aumentada de células vermelhas do sangue e de 2,3-difosfo-glicerídeo é estimulada por passagens rápidas em elevadas altitudes, e são perdidas pelo retorno ao nível do mar. Novas artérias coronárias co-laterais são sintetizadas em dois meses para suprir as artérias bloqueadas. Novas células ósseas são estimuladas por fraturas, e novas cicatrizes por escoriações, cortes e lágrimas. Esses são alguns dos inumeráveis exemplos da reserva genética do DNA manifestados pelos estímulos que são desenvolvidos dentro de cada forma de vida. Eles devem ser estimulados em uma questão de horas, não milhões de anos. Não podem ser incorporados pela evolução porque o organismo não pode testar o que é necessário até determinado evento, e ele não sobreviverá a menos que a necessidade seja satisfeita imediatamente. Uma evolução irracional não pode planejar, ou organizar, ou coordenar, ou comandar, ou controlar mutações, porque é irracional. O que é irracional é simples (ao extremo) e não pode compreender ou agir naquilo que é complexo ao extremo: vida e sobrevivência.


5. TODAS AS RESERVAS GENÉTICAS FUNCIONAM SIMULTANEAMENTE
Da concepção à morte, o DNA dos seres vivos disponibiliza, de acordo com a necessidade, todas as reservas genéticas e não há interferência entre elas. Por exemplo, os seres vivos devem estimular simultaneamente as proteínas necessárias para resistir ao calor e à altitude conforme se escala uma montanha ao meio-dia, assim como as proteínas necessárias para resistir o severo frio da noite. Sempre de antemão, as abundantes reservas genéticas podem manifestar a si mesmas em qualquer padrão apropriado e a qualquer momento. Elas fornecem para cada ser vivo os notáveis arranjos dos mecanismos morfológicos, funcionais, e comportamentais para encontrar pontualmente e precisamente as variabilidades de qualquer ambiente e sobreviver aos extremos. E acertam logo na primeira tentativa. Não o fazem por mágica ou repetição cega através de supostos milhões de anos, como a inversa superstição evolucionista nos faria acreditar. Se a raposa do ártico teve de evoluir seu pêlo branco para a primeira nevasca por acaso, ela não teria sobrevivido por um dia. Igual a qualquer forma de vida precisaria de versatilidade, precisão, e pontualidade de todas as suas reservas genéticas a partir da concepção ou nunca teria sobrevivido mesmo para ter nascido.


6. REAÇÕES, ADAPTAÇÕES, ACLIMATAÇÃO, E ACLIMATIZAÇÃO, SÃO EVOLUÇÃO OU PROJETO?
Se alguém fizer exercícios físicos, a velocidade de seu coração aumentará e isso é chamado de resposta. Se uma pessoa treinar por semanas com aquele mesmo exercício, então a velocidade dos batimentos cardíacos será menor que a resposta inicial. Essa desaceleração dos batimentos cardíacos para o mesmo exercício pode ser chamada de adaptação. Se tal resposta modificada é estimulada por fatores ambientais, então isso pode ser denominado aclimatação. Se for resposta a uma mudança ambiental, então pode ser chamada de aclimatização. Chamar quaisquer destas de evolução é um engano porque a resposta imediata é um atributo da configuração fisiológica para aquele momento proveniente do DNA. De um estoque de reservas genéticas despertadas no DNA, aquela configuração dinamicamente controla as novas necessidades e permanece em andamento. Aquelas reservas sintetizarão as novas e adequadas proteínas, quer o estímulo seja interior, como o exercício, quer seja exterior como o clima, ou alguma coisa do tipo no ambiente. Adequando as quatro respostas, os evolucionistas não apenas nos enganam, mas também complicam o que é na realidade muito simples. O projeto toma cuidado com qualquer coisa. A evolução não tem nada a fazer e é por isso que a biologia a tem eliminado.


7. ESPECIAÇÃO, MICRO E MACRO-EVOLUÇÃO ACONTECEM NA BIOLOGIA REAL?
Qualquer um pode observar notáveis variações na biologia. Todos os irmãos e irmãs são diferentes. Mesmo gêmeos idênticos têm diferentes impressões digitais e comportamentos. O Chihuahua não é uma espécie diferente. “Especiação” e “micro-evolução” são tentativas de adequar a imensa variabilidade da biologia. Todos os Chihuahuas são diferentes, mas nenhum jamais evoluirá para um gato ou raposa ou qualquer outro ser. Desse modo, “macro-evolução” como uma extensão da micro-evolução é uma fraudulenta distorção que nunca foi observada porque é uma fantasia invertida, como grama comendo vacas.


8. A VIDA DESCRITA CIENTÍFICAMENTE
Como todos podem observar, a Primeira Lei da Biologia é minor vita ex vita, vida surge somente de vida e sempre com menor vitalidade. A Biologia está sob a jurisdição das leis do universo, diz a propaganda evolucionista, não obstante. A Primeira Lei do Universo é natura semper scalas descendent, a natureza sempre decresce, isto é, degenera. Portanto, degeneração, nunca evolução, é a implacável, inescapável lei do universo. A verdadeira natureza do universo, e conseqüentemente da biologia, é a degeneração, o exato oposto da mascarada evolução intrometida nas escolas públicas e livros universitários de biologia como ciência.

A história de cada indivíduo em cada geração é a mesma para a população, mas em uma escala menor. O indivíduo é concebido com grande vitalidade, e progressivamente degenera-se aquela vitalidade até a morte. Assim como nenhum indivíduo pode viver para sempre, nenhuma população pode viver para sempre. Todos os seres vivos individualmente são fixos e mortais.

Dos poluentes ambientais que causam desordens genéticas, as populações perdem sua vitalidade até não conseguirem gerar descendentes viáveis. Esse é o advento da extinção. Contrariamente, a superstição evolucionista nos livros-texto de biologia é uma fantasia multi-invertida porque não somente ensina que a vida pode surgir como o carro vulcânico, mas que a vida e o carro podem aperfeiçoar a si mesmos para sempre como fictícias máquinas motoras eternas.


9. CONCLUSÃO
Como vemos, a biologia é a melhor explicação da vida. É a mais completa, mais observável, e a mais verificável com experimentos. Não há necessidade de empregar qualquer das desnecessárias, ilusórias, multi-invertidas, e inobserváveis complexidades da superstição evolutiva. A Biologia elimina completamente a Evolução.


Fonte:
REFERÊNCIA
Mastropaolo, Joseph. The Rise and Fall of Evolution, A Scientific Examination. 2003, pp. 115-123. Manuscrito em revisão.

O Dr. Joseph Mastropaolo é professor adjunto de Fisiologia do ICR. Este artigo foi publicado no boletim Acts & Facts do Institute for Creation Research, em sua edição de fevereiro de 2004, com o título "Biology Confronts Evolution".


Tradução do texto de Daniel Ruy Pereira.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O que nos reserva o outono,,,









Leis de Mendel

1ª Lei de Mendel: Lei da Segregação dos Fatores

A comprovação da hipótese de dominância e recessividade nos vários experimentos efetuados por Mendel levou, mais tarde à formulação da sua 1º lei: “Cada característica é determinada por dois fatores que se separam na formação dos gametas, onde ocorrem em dose simples”, isto é, para cada gameta masculino ou feminino encaminha-se apenas um fator.

Mendel não tinha idéia da constituição desses fatores, nem onde se localizavam.




As bases celulares da segregação

A redescoberta dos trabalhos de Mendel, em 1900, trouxe a questão: onde estão os fatores hereditários e como eles se segregam?

Em 1902, enquanto estudava a formação dos gametas em gafanhotos, o pesquisador norte americano Walter S. Sutton notou surpreendente semelhança entre o comportamento dos cromossomos homólogos, que se separavam durante a meiose, e os fatores imaginados por Mendel. Sutton lançou a hipótese de que os pares de fatores hereditários estavam localizados em pares de cromossomos homólogos, de tal maneira que a separação dos homólogos levava à segregação dos fatores.

Hoje sabemos que os fatores a que Mendel se referiu são os genes (do grego genos, originar, provir), e que realmente estão localizados nos cromossomos, como Sutton havia proposto. As diferentes formas sob as quais um gene pode se apresentar são denominadas alelos. A cor amarela e a cor verde da semente de ervilha, por exemplo, são determinadas por dois alelos, isto é, duas diferentes formas do gene para cor da semente.



Exemplo da primeira lei de Mendel num animal

Vamos estudar um exemplo da aplicação da primeira lei de Mendel em um animal, aproveitando para aplicar a terminologia modernamente usada em Genética. A característica que escolhemos foi a cor da pelagem de cobaias, que pode ser preta ou branca. De acordo com uma convenção largamente aceita, representaremos por B o alelo dominante, que condiciona a cor preta, e por b o alelo recessivo, que condiciona a cor branca.

Uma técnica simples de combinar os gametas produzidos pelos indivíduos de F1 para obter a constituição genética dos indivíduos de F2 é a montagem do quadrado de Punnet. Este consiste em um quadro, com número de fileiras e de colunas que correspondem respectivamente, aos tipos de gametas masculinos e femininos formados no cruzamento. O quadrado de Punnet para o cruzamento de cobaias heterozigotas é:







Os conceitos de fenótipo e genótipo


Dois conceitos importantes para o desenvolvimento da genética, no começo do século XX, foram os de fenótipo e genótipo, criados pelo pesquisador dinamarquês Wilhelm L. Johannsen (1857 – 1912).



Fenótipo

O termo “fenótipo” (do grego pheno, evidente, brilhante, e typos, característico) é empregado para designar as características apresentadas por um indivíduo, sejam elas morfológicas, fisiológicas e comportamentais. Também fazem parte do fenótipo características microscópicas e de natureza bioquímica, que necessitam de testes especiais para a sua identificação.

Entre as características fenotípicas visíveis, podemos citar a cor de uma flor, a cor dos olhos de uma pessoa, a textura do cabelo, a cor do pêlo de um animal, etc. Já o tipo sanguíneo e a sequência de aminoácidos de uma proteína são características fenotípicas revelada apenas mediante testes especiais.



O fenótipo de um indivíduo sofre transformações com o passar do tempo. Por exemplo, à medida que envelhecemos o nosso corpo se modifica. Fatores ambientais também podem alterar o fenótipo: se ficarmos expostos à luz do sol, nossa pele escurecerá.



Genótipo

O termo “genótipo” (do grego genos, originar, provir, e typos, característica) refere-se à constituição genética do indivíduo, ou seja, aos genes que ele possui. Estamos nos referindo ao genótipo quando dizemos, por exemplo, que uma planta de ervilha é homozigota dominante (VV) ou heterozigota (Vv) em relação à cor da semente.



Fenótipo: genótipo e ambiente em interação

O fenótipo resulta da interação do genótipo com o ambiente. Consideremos, por exemplo, duas pessoas que tenham os mesmos tipos de alelos para pigmentação da pele; se uma delas toma sol com mais frequência que a outra, suas tonalidades de pele, fenótipo, são diferentes.

Um exemplo interessante de interação entre genótipo e ambiente na produção do fenótipo é a reação dos coelhos da raça himalaia à temperatura. Em temperaturas baixas, os pêlos crescem pretos e, em temperaturas altas, crescem brancos. A pelagem normal desses coelhos é branca, menos nas extremidades do corpo (focinho, orelha, rabo e patas), que, por perderem mais calor e apresentarem temperatura mais baixa, desenvolvem pelagem preta.



Determinando o genótipo

Enquanto que o fenótipo de um indivíduo pode ser observado diretamente, mesmo que seja através de instrumentos, o genótipo tem que ser inferido através da observação do fenótipo, da análise de seus pais, filhos e de outros parentes ou ainda pelo seqüenciamento do genoma do indivíduo, ou seja, leitura do que está nos genes. A técnica do seqüenciamento, não é amplamente utilizada, devido ao seu alto custo e pela necessidade de aparelhagem especializada. Por esse motivo a observação do fenótipo e análise dos parentes ainda é o recurso mais utilizado para se conhecer o genótipo.

Quando um indivíduo apresenta o fenótipo condicionado pelo alelo recessivo, conclui-se que ele é homozigoto quanto ao alelo em questão. Por exemplo, uma semente de ervilha verde é sempre homozigota vv. Já um indivíduo que apresenta o fenótipo condicionado pelo alelo dominante poderá ser homozigoto ou heterozigoto. Uma semente de ervilha amarela, por exemplo, pode ter genótipo VV ou Vv. Nesse caso, o genótipo do indivíduo só poderá ser determinado pela análise de seus pais e de seus descendentes.

Caso o indivíduo com fenótipo dominante seja filho de pai com fenótipo recessivo, ele certamente será heterozigoto, pois herdou do pai um alelo recessivo. Entretanto, se ambos os pais têm fenótipo dominante, nada se pode afirmar. Será necessário analisar a descendência do indivíduo em estudo: se algum filho exibir o fenótipo recessivo, isso indica que ele é heterozigoto.



Cruzamento-teste
Este cruzamento é feito com um indivíduo homozigótico recessivo para o fator que se pretende estudar, que facilmente se identifica pelo seu fenótipo e um outro de genótipo conhecido ou não. Por exemplo, se cruzarmos um macho desconhecido com uma fêmea recessiva podemos determinar se o macho é portador daquele caráter recessivo ou se é puro. Caso este seja puro todos os filhos serão como ele, se for portador 25% serão brancos, etc. Esta explicação é muito básica, pois geralmente é preciso um pouco mais do que este único cruzamento.

A limitação destes cruzamentos está no fato de não permitirem identificar portadores de alelos múltiplos para a mesma característica, ou seja, podem existir em alguns casos mais do que dois alelos para o mesmo gene e o efeito da sua combinação variar. Além disso, podemos estar cruzando um fator para o qual o macho ou fêmea teste não são portadores, mas sim de outros alelos.


2ª Lei de Mendel: Lei da Segregação Independente

Além de estudar isoladamente diversas características fenotípicas da ervilha, Mendel estudou também a transmissão combinada de duas ou mais características. Numa das suas experiências, por exemplo, foram consideradas simultaneamente a cor da semente, que pode ser amarela ou verde, e a textura da casca da semente, que pode ser lisa ou rugosa.
As plantas originadas de sementes amarelas e lisas, ambos traços dominantes, foram cruzadas com plantas originadas de sementes verdes e rugosas, traços recessivos. Todas as sementes produzidas na geração F1 eram amarelas e lisas.
A geração F2, obtida pela autofecundação das plantas originadas das sementes de F1, era composta por quatro tipos de sementes:

9/16 amarelo-lisas
3/16 amarelo-rugosas
3/16 verde-lisas
1/16 verde-rugosas


Em proporções essas frações representam 9 amarelo-lisas: 3 amarelo-rugosas: 3 verde-lisas: 1 verde-rugosa.
Com base nesta e outras experiências, Mendel colocou a hipótese de que, na formação dos gametas, os alelos para a cor da semente (Vv) segregam-se independentemente dos alelos que condicionam a forma da semente (Rr).
De acordo com isso, um gameta portador do alelo V pode conter tanto o alelo R como o alelo r, com a mesma possibilidade de manifestar, e o mesmo ocorre com os gametas portadores do alelo v.
Uma planta duplo-heterozigota VvRr formaria, de acordo com a hipótese da segregação independente, quatro tipos de gametas em igual proporção: 1 VR: 1Vr: 1 vR: 1 vr.



Mendel concluiu que a segregação independente dos fatores para duas ou mais características é um princípio geral, constituindo uma segunda lei da herança. Assim, ele denominou esse princípio como segunda lei da herança ou lei da segregação independente (posteriormente chamada segunda lei de Mendel): Os fatores para duas ou mais características segregam-se no híbrido, distribuindo-se independentemente para os gametas, onde se combinam ao acaso.


A proporção 9:3:3:1
Ao estudar a herança simultânea de diversos pares de características; Mendel sempre observou, em F2, a proporção fenotípica 9:3:3:1, conseqüência da segregação independente que ocorrera no duplo-heterozigoto, originando quatro tipos de gametas.



Segregação independente de 3 pares de alelos

Ao estudar 3 pares de características em simultaneo, Mendel também verificou que a distribuição dos tipos de indivíduos em F2 seguia a proporção de 27: 9: 9: 9: 3: 3: 3: 1, indicando assim que os genes para as 3 características consideradas segregam-se independentemente nos indivíduos F1, originando 8 tipos de gametas.

Numa outra experiência, Mendel considerou simultaneamente a cor (amarela ou verde), a textura da casca (lisa ou rugosa) e a cor da casca da semente (cinza ou branca).

O cruzamento entre uma planta originada de semente homozigota dominante para as três características (amarelo-liso-cinza) e uma planta originada de semente com traços recessivos (verde-rugosa-branca) produz apenas ervilhas com fenótipo dominante, amarelas, lisas e cinza. Esses indivíduos são heterozigotos para os três pares de genes (VvRrBb). A segregação independente desses três pares de alelos, nas plantas da geração F1, leva à formação de 8 tipos de gametas.


Os gametas produzidos pelas plantas F1 se combinam de 64 maneiras possíveis (8 tipos maternos X 8 tipos paternos), originando 8 tipos de fenótipos.




DETERMINANDO O NÚMERO DE TIPOS DE GÂMETAS NA SEGREGAÇÃO INDEPENDENTE

Para determinar o número de tipos de gametas formados por um indivíduo, segundo a segregação independente, basta aplicar a expressão 2n, em que n representa o número de pares de alelos no genótipo que se encontram na condição heterozigota.


Obtendo a Proporção 9:3:3:1 sem Utilizar o Quadro de Cruzamentos



A 2º lei de Mendel é um exemplo de aplicação direta da regra do E de probabilidade, permitindo chegar aos mesmos resultados sem a construção trabalhosa de quadro de cruzamentos.
Vamos exemplificar, partindo do cruzamento entre as suas plantas de ervilha duplo heterozigotas:

P: VvRr X VvRr

•Consideremos, primeiro, o resultado do cruzamento das duas características isoladamente:



•Como desejamos considerar as duas características simultaneamente, vamos calcular a probabilidade de obtermos sementes amarelas e lisas, já que se trata de eventos independentes. Assim,



•E a probabilidade de obtermos sementes amarelas e rugosas:



•Agora a probabilidade de obtermos sementes verdes e lisas:



•Finalmente, a probabilidade de nós obtermos sementes verdes e rugosas:



Utilizando a regra do E, chegamos ao mesmo resultado obtido na construção do quadro de cruzamentos com a vantagem da rapidez na obtenção da resposta.




A RELAÇÃO MEIOSE E 2ª LEI DE MENDEL

Existe uma correspondência entre as leias de Mendel e a meiose. Acompanhe na figura o processo de formação de gametas de uma célula de indivíduo diíbrido, relacionando-o à 2ª Lei de Mendel. Note que, durante a meiose, os homólogos se alinham em metáfase e sua separação ocorre ao acaso, em duas possibilidades igualmente viáveis. A segregação independente dos homólogos e, consequentemente, dos fatores (genes) que carregam, resulta nos genótipos AB, ab, Ab e aB.






Vale a pena entender a genética...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Mendel e os seus estudos....

Genética

Desde os tempos mais remotos o homem tomou consciência da importância do macho e da fêmea na geração de seres da mesma espécie, e que características como altura, cor da pele etc. eram transmitidas dos pais para os descendentes. Assim, com certeza, uma cadela quando cruzar com um cão, irá originar um filhote com características de um cão e nunca de um gato. Mas por quê?



Mendel, o iniciador da genética

Gregor Mendel nasceu em 1822, em Heinzendorf, na Áustria. Era filho de pequenos fazendeiros e, apesar de bom aluno, teve de superar dificuldades financeiras para conseguir estudar. Em 1843, ingressou como noviço no mosteiro de agostiniano da cidade de Brünn, hoje Brno, na atual República Tcheca.


Após ter sido ordenado monge, em 1847, Mendel ingressou na Universidade de Viena, onde estudou matemática e ciências por dois anos. Ele queria ser professor de ciências naturais, mas foi mal sucedido nos exames.

De volta a Brünn, onde passou o resto da vida. Mendel continuou interessado em ciências. Fez estudos meteorológicos, estudou a vida das abelhas e cultivou plantas, tendo produzido novas variedades de maças e peras. Entre 1856 e 1865, realizou uma série de experimentos com ervilhas, com o objetivo de entender como as características hereditárias eram transmitidas de pais para filhos.

Em 8 de março de 1865, Mendel apresentou um trabalho à Sociedade de História Natural de Brünn, no qual enunciava as suas leis de hereditariedade, deduzidas das experiências com as ervilhas. Publicado em 1866, com data de 1865, esse trabalho permaneu praticamente desconhecido do mundo científico até o início do século XX. Pelo que se sabe, poucos leram a publicação, e os que leram não conseguiram compreender sua enorme importância para a Biologia. As leis de Mendel foram redescobertas apenas em 1900, por três pesquisadores que trabalhavam independentemente.


Mendel morreu em Brünn, em 1884. Os últimos anos de sua vida foram amargos e cheios de desapontamento. Os trabalhos administrativos do mosteiro o impediam de se dedicar exclusivamente à ciência, e o monge se sentia frustrado por não ter obtido qualquer reconhecimento público pela sua importante descoberta. Hoje Mendel é tido como uma das figuras mais importantes no mundo científico, sendo considerado o “pai” da Genética. No mosteiro onde viveu existe um monumento em sua homenagem, e os jardins onde foram realizados os célebres experimentos com ervilhas até hoje são conservados.



As experiências de Mendel

A escolha da planta

A ervilha é uma planta herbácea leguminosa que pertence ao mesmo grupo do feijão e da soja. Na reprodução, surgem vagens contendo sementes, as ervilhas. Sua escolha como material de experiência não foi casual: uma planta fácil de cultivar, de ciclo reprodutivo curto e que produz muitas sementes. Desde os tempos de Mendel existiam muitas variedades disponíveis, dotadas de características de fácil comparação. Por exemplo, a variedade que flores púrpuras podia ser comparada com a que produzia flores brancas; a que produzia sementes lisas poderia ser comparada cm a que produzia sementes rugosas, e assim por diante. Outra vantagem dessas plantas é que estame e pistilo, os componentes envolvidos na reprodução sexuada do vegetal, ficam encerrados no interior da mesma flor, protegidas pelas pétalas. Isso favorece a autopolinização e, por extensão, a autofecundação, formando descendentes com as mesmas características das plantas genitoras.







A partir da autopolinização, Mendel produziu e separou diversas linhagens puras de ervilhas para as características que ele pretendia estudar. Por exemplo, para cor de flor, plantas de flores de cor de púrpura sempre produziam como descendentes plantas de flores púrpuras, o mesmo ocorrendo com o cruzamento de plantas cujas flores eram brancas. Mendel estudou sete características nas plantas de ervilhas: cor da flor, posição da flor no caule, cor da semente, aspecto externo da semente, forma da vagem, cor da vagem e altura da planta.



Os cruzamentos

Depois de obter linhagens puras, Mendel efetuou um cruzamento diferente. Cortou os estames de uma flor proveniente de semente verde e depois depositou, nos estigmas dessa flor, pólen de uma planta proveniente de semente amarela. Efetuou, então, artificialmente, uma polinização cruzada: pólen de uma planta que produzia apenas semente amarela foi depositado no estigma de outra planta que só produzia semente verde, ou seja, cruzou duas plantas puras entre si. Essas duas plantas foram consideradas como a geração parental (P),isto é, a dos genitores.

Após repetir o mesmo procedimento diversas vezes, Mendel verificou que todas as sementes originadas desses cruzamentos eram amarelas – a cor verde havia aparentemente “desaparecido” nos descendentes híbridos (resultantes do cruzamento das plantas), que Mendel chamou de F1 (primeira geração filial). Concluiu, então, que a cor amarela “dominava” a cor verde. Chamou o caráter cor amarela da semente de dominante e o verde de recessivo.
A seguir, Mendel fez germinar as sementes obtidas em F1 até surgirem as plantas e as flores. Deixou que se autofertilizassem e aí houve a surpresa: a cor verde das sementes reapareceu na F2 (segunda geração filial), só eu em proporção menor que as de cor amarela: surgiram 6.022 sementes amarelas para 2.001 verdes, o que conduzia a proporção 3:1. Concluiu que na verdade, a cor verde das sementes não havia “desaparecido” nas sementes da geração F1. O que ocorreu é que ela não tinha se manifestado, uma vez que, sendo uma caráter recessivo, era apenas “dominado” (nas palavras de Mendel) pela cor amarela. Mendel concluiu que a cor das sementes era determinada por dois fatores, cada um determinando o surgimento de uma cor, amarela ou verde.


Era necessário definir uma simbologia para representar esses fatores: escolheu a inicial do caráter recessivo. Assim, a letra v (inicial de verde), minúscula, simbolizava o fator recessivo. Assim, a letra v (inicial de verde), minúscula, simbolizava o fator recessivo – para cor verse – e a letra V, maiúscula, o fator dominante – para cor amarela.



Persistia, porém, uma dúvida: Como explicar o desaparecimento da cor verde na geração F1 e o seu reaparecimento na geração F2?

A resposta surgiu a partir do conhecimento de que cada um dos fatores se separava durante a formação das células reprodutoras, os gametas. Dessa forma, podemos entender como o material hereditário passa de uma geração para a outra. Acompanhe nos esquemas abaixo os procedimentos adorados por Mendel com relação ao caráter cor da semente em ervilhas.



Resultado: em F2, para cada três sementes amarelas, Mendel obteve uma semente de cor verde. Repetindo o procedimento para outras seis características estudadas nas plantas de ervilha, sempre eram obtidos os mesmos resultados em F2, ou seja a proporção de três expressões dominantes para uma recessiva.